25.7 C
Brasil
sexta-feira, maio 14, 2021
Início Brasil Bolsonaristas querem usar o Dia do Trabalho para atacar isolamento social

Bolsonaristas querem usar o Dia do Trabalho para atacar isolamento social

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estão organizando para amanhã, 1º de maio, Dia do Trabalho, manifestações pelo país para criticar as medidas de isolamento social e defender a volta das atividades normais, com o argumento de que o brasileiro precisa recuperar a sua liberdade para trabalhar. O uso da data para criticar uma das principais ferramentas utilizadas por governadores e prefeitos para conter a pandemia ocorre no momento em que o país ultrapassou a marca de 400 mil mortos pela Covid-19.

Tradicionalmente, as manifestações do Dia do Trabalho são lideradas pelas centrais sindicais, mas tanto em 2020 quanto neste ano os atos ocorrerão virtualmente por conta da pandemia. Neste ano, nove organizações de sindicalistas, entre elas as duas maiores — CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical — organizarão a live “1o de Maio pela Vida”, que tem como tema a defesa da democracia e das vacinas. A organização pede para que os trabalhadores fiquem em casa e respeitem o isolamento.

A movimentação bolsonarista repercute um dos principais discursos do presidente, que se tornou um crítico quase diário das políticas de isolamento social — ele já chegou, durante visita ao Amazonas, a ameaçar usar as Forças Armadas para garantir o direito de as pessoas trabalharem nos estados que adotam restrições. 

Na última segunda-feira, 26, ao atacar governadores em conversa com simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente voltou a falar sobre o assunto. “Chegou a hora de o Brasil dar um novo grito de independência, de que não podemos admitir alguns pseudo-governadores quererem impor a ditadura no meio de vocês, usando do vírus para subjugá-los”, afirmou.

Nas redes sociais, apoiadores e políticos bolsonaristas falam exatamente em um “grito de independência” e em fazer da data um “dia histórico”. Além de criticar as medidas restritivas, as postagens sobre a manifestação nas redes sociais atacam o STF (Supremo Tribunal Federal), pedem intervenção militar e defendem a reeleição de Bolsonaro.

Continua após a publicidade

As manifestações estão sendo articuladas em várias capitais, mas a expectativa é que o maior ato ocorra na Avenida Paulista, emde São Paulo. O estado é governado por João Doria (PSDB), um dos principais opositores do presidente e defensor das medidas de isolamento e da vacinação para conter o vírus. O tucano será um dos principais alvos do ato bolsonarista.

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro, tem atuado ativamente nas redes sociais convocando apoiadores a irem até a Avenida Paulista. O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), outro bolsonarista ativo na internet, disse que a democracia e a liberdade estão “sofrendo duras ameaças”. A hashtag “Dia01PeloBrasil”, usada para falar sobre as manifestaões, está desde o início da manhã desta sexta-feira entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Continua após a publicidade

- Advertisment -

Ultimas Notícias

Pazuello não poderá omitir nomes nem proteger condutas de terceiros na CPI

Na decisão em que concede o direito ao silêncio ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o ministro Ricardo Lewandowski deixa o general na chuva...

Lewandowski concede habeas corpus e Pazuello poderá se calar na CPI

O ministro Ricardo Lewandowski concedeu há pouco habeas corpus para que o ex-ministro da Saúde possa evitar responder a perguntas que o incriminem na...

Cotado para 2022, ministro de Bolsonaro se compara a Rogério Ceni

Torcedor fanático do Flamengo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, deu agora para comparar seu trabalho no governo ao do técnico Rogério Ceni...

Deputada apresenta texto final sobre educação em casa

A deputada Luísa Canziani (PTB-PR) apresentou nesta sexta o relatório final do projeto de lei que viabiliza a chamada educação básica domiciliar, modelo pelo...