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domingo, abril 18, 2021
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Bolsonaro falhou e a fratura federativa está exposta no Brasil

O Brasil começa a semana com o recorde na média móvel diária de mortes, que leva em consideração os dados dos últimos sete dias. Precisava, por isso, estar unido – governo federal e governos estaduais – para combater a Covid-19 e suas letais variantes. Mas, por culpa do presidente Jair Bolsonaro, vive uma fratura federativa tão grande e exposta, que chama a atenção do mundo. É o pária dos párias.

A maioria dos governadores – 23 dos 27 – programa anunciar nesta segunda, 8, medidas para enfrentar a pandemia. A ideia é um pacto nacional para implementar um rígido lockdown até ao menos o dia 14 de março. Com os leitos de UTIs lotados, e o sistema de saúde perto do colapso, o objetivo é tentar segurar o avanço do coronavírus, que matou mais de 265 mil pessoas no país.

Enquanto isso, Bolsonaro mantém sua postura odiosa. E explico a razão de usar o termo “odioso”. Pelas muitas vezes em que demonstrou desprezo pela dor alheia, por exemplo. Além de perguntar até quando ficaremos chorando e de mimimi no dia em que 50 brasileiros morreram por falta de oxigênio, agora ele está incomodado com o consórcio dos governadores. Segundo o jornalista Josias de Souza, do Uol, o presidente não admite que os estados substituam o governo federal na negociação dos imunizantes.

Não basta ele passar boa parte do tempo minando e atrasando a vacinação em massa no país, o que tem levado os jornais estrangeiros a citar cada vez mais negativamente o Brasil. Mas, agora que percebeu que sem os imunizantes as medidas restritivas vão continuar, quer controlar a compra delas pelos estados. Falta ao presidente combinar com o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a palavra final. A corte decidiu há 15 dias que os estados e municípios podem comprar e fornecer à população vacinas contra a Covid-19.

Tomada em uma ação protocolada pela OAB, a decisão permite que governadores e prefeitos usem essa prerrogativa apenas em caso de descumprimento do Plano Nacional de Vacinação pelo governo federal ou de insuficiência de doses previstas para imunizar a população. Já está claro, presidente, que o país está nesta fase. Sob seu governo, a União falhou. Agora é com os governadores e prefeitos. O presidente já havia perdido o rumo faz tempo, mas agora perdeu a sua vez no combate ao vírus.

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