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segunda-feira, março 1, 2021
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Colapso de oxigênio em cidade do Pará foi ‘caso isolado’, diz governador

Depois do colapso do suprimento de oxigênio na cidade de Faro (PA), na região do Baixo Amazonas, nesta terça-feira, 20, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirma que a situação no município foi um “caso isolado”, causado por falhas na gestão municipal, e que o estado dispõe de oxigênio suficiente para atender à alta de cerca de 50% na demanda do insumo na rede estadual, diante do aumento de hospitalizações por Covid-19. “Estamos absolutamente abastecidos, sem nenhum tipo de sobressalto na estrutura estadual”, afirma Barbalho a VEJA.

No caso de Faro, a cerca de 1.000 quilômetros da capital paraense, Belém, o oxigênio no hospital municipal e nas Unidades Básicas de Atendimento (UBSs) acabou na madrugada da última terça-feira e foi reposto pela manhã, conforme a prefeitura, depois que funcionários da gestão voltaram de uma viagem de dez horas a Santarém (PA) com um carregamento de vinte cilindros de 50 litros. Antes do colapso, diz o prefeito, Paulo Carvalho (PSD), a cidade vinha recebendo oxigênio de cidades vizinhas.

Havia cerca de 34 pessoas internadas na cidade no momento em que o oxigênio acabou, a maior parte delas no distrito de Nova Maracanã, das quais oito com necessidade do insumo – seis foram transferidas a Parintins (AM), Juruti (PA) e Itaituba (PA) diante do colapso. A prefeitura diz ter havido uma morte por asfixia e uma morte por complicações da doença, mas não relacionada à falta de oxigênio. “A situação de Manaus se reflete aqui na região, os pólos que nos abastecem estão com falta”, afirma Carvalho.

Para o governador do Pará, no entanto, houve um “problema de planejamento”, porque a cidade não requisitou oxigênio antes do esgotamento do produto. “Não é possível que o município não compre oxigênio, os insumos de tratamento, não providencie as condições de atendimento”, afirma. “O problema é que Faro compra oxigênio de Manaus. À medida que falta oxigênio em Manaus, falta em Faro”, diz Helder Barbalho, para quem a prefeitura não deveria ter esperado o fim do insumo para buscar oxigênio em Santarém, onde há uma base da fornecedora White Martins.

“Uma coisa é faltar oxigênio, outra coisa é faltar gestão e planejamento, para dizer que o consumo aumentou e vai precisar incrementar a compra por esse período. Isso não é problema de saúde, é de administração”, completa.

O governador afirma ter se reunido nesta terça-feira com os representantes da White Martins em Santarém e que um deles foi a Faro com a equipe do governo nesta quarta. Um barco-hospital do governo estadual foi enviado ao distrito de Nova Maracanã para atendimentos.

Ainda de acordo com Barbalho, articulou-se com os fornecedores um reforço à oferta aos municípios em situação mais delicada e o governo também comprará o insumo para haver reservas. Um avião da Força Aérea Brasileira está transportando à cidade de Oriximiná (PA) uma mini usina de oxigênio, levada de São José dos Pinhais (PR).

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