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sexta-feira, maio 14, 2021
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Defesa de Monique pede novo depoimento à polícia: ‘Tem tanto a esclarecer’

A nova equipe de advogados que defende Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, fez um apelo neste sábado, dia 17, para que ela preste outro depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro, que a investiga por envolvimento na morte do filho de 4 anos. Em 8 de março, o garoto chegou morto ao hospital com graves lesões internas e coberto de hematomas. Um mês depois, a polícia pediu a  prendeu preventiva do casal Monique e o vereador doutor Jairinho (Solidariedade) pela suspeita de homicídio duplamente qualificado da criança.

“Dentro do objetivo de atuar com a verdade, a defesa da sra. Monique Medeiros insiste na necessidade da sua nova audição pelo senhor Delegado de Polícia que preside o Inquérito e faz um público apelo, para a referida Autoridade Policial, neste sentido. Se várias pessoas foram ouvidas novamente, não tem sentido deixar de ouvir Monique. Logo ela que tanto tem a esclarecer”, diz texto assinado pelos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Assad.

No primeiro depoimento que prestou à polícia, Monique disse que, no meio da madrugada, encontrou o menino Henry caído no chão e acordou Jairinho para que o levassem rapidamente ao hospital. No trajeto, ela teria feito uma respiração boca a boca na criança por recomendação do vereador, de acordo com o seu relato.  Ao ser indagada sobre o laudo com a causa da morte – hemorragia interna e uma laceração no fígado causada por ação contundente -, ela deu a entender que a criança poderia ter sofrido um acidente no quarto.

Agora, conforme a nota da defesa, Monique parece estar disposta a contar outra versão da história. “Há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças. Neste lamentável caso, a diferença foi a morte da criança”, escreveram os advogados.

Desde o início do caso, Monique e Jairinho vinham sendo defendidos pela mesma equipe de advogados, o que mudou na última segunda-feira, dia 12.

Com base na recuperação de mensagens apagadas de celulares, laudos periciais e o depoimento de dezoito testemunhas, a polícia chegou à conclusão que Jairinho matou a criança e que Monique sabia da rotina de agressões à qual o filho era submetido diariamente. Segundo a polícia, o casal ainda teria tentado atrapalhar as investigações.

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