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quarta-feira, junho 23, 2021
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Eike e Pezão engrossam lista de presos abordados por Nythalmar

Preso pela primeira vez na Lava-Jato em janeiro de 2017, o empresário Eike Batista foi um dos que recebeu oferta do advogado Nythalmar Filho para ter facilidades de acesso ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, responsável pela operação no Rio. 

Segundo uma pessoa que atuou nos primeiros anos na defesa de Eike, Nythalmar abordou em meados de 2018 o advogado do empresário à época, Fernando Martins, que teria recusado proposta de colaboração premiada. 

Pouco depois, em julho daquele mesmo ano, saiu a primeira condenação de Bretas contra Eike, de 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro no esquema liderado por Sergio Cabral. 

A pena dura– mais alta do que a de Cabral no mesmo processo– teria sido, segundo pessoa que acompanhou o caso, uma represália à recusa de colaboração do empresário, que só veio a fechar acordo de delação com a PGR quase dois anos mais tarde, em março do ano passado. 

Fernando Martins é, inclusive, uma das testemunhas do processo disciplinar na OAB contra Nythalmar, que mais adiante deu base ao inquérito que culminou na operação da PF contra o criminalista, em dezembro passado.

O ex-governador Luiz Fernando Pezão também foi um dos abordados pelo advogado, que teria oferecido vantagens com Bretas antes mesmo de o político ser preso, em novembro de 2018. Segundo Pezão disse em reportagem publicada nesta quarta pelo jornal carioca O Dia, Nythalmar avisou-lhe sobre sua prisão quinze dias antes de ela ocorrer de fato. 

Com isso, sobe para três o número de presos na Lava-Jato que relataram terem sido abordados por Nythalmar para negociarem acordo de delação com Bretas. Conforme Radar mostrou ontem, Ary Filho, apontado como operador de Cabral, também foi interpelado pelo advogado. Sua defesa pedirá a suspeição de Bretas ao STF.  

Neste final de semana, Veja revelou o conteúdo da delação premiada que Nythalmar Filho firmou com a PGR. Segundo o advogado relatou, Bretas atuaria como uma espécie de investigador contra réus na operação. O papel do advogado seria o de uma ponte não oficial do juízo com presos com potencial de delatar esquemas no Rio e de dispor de bens no curso das investigações. 

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