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sexta-feira, abril 23, 2021
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Gilmar Mendes não deve aceitar calado decisão de Fachin

Interlocutores de Gilmar Mendes dão como certo que o ministro não aceitará calado a decisão do ministro Edson Fachin, de ter decretado a morte do julgamento da imparcialidade de Sergio Moro — um caso sob a guarda de Mendes –, ao livrar Lula das condenações na Lava-Jato por uma discussão antiga e lateral, sobre a jurisdição das investigações.

No STF, ministros dão como certo que Mendes levará a plenário um questionamento sobre a decisão de Fachin, algo que será feito com a faca nos dentes, para ficar num jargão famoso da Corte. A dúvida é se Mendes usará a Segunda Turma ou se aguardará a sessão de quarta-feira, com todos os demais ministros.

A decisão de Fachin livrou Moro de ser julgado e ter sua atuação desconstruída por Mendes no HC em que Lula reivindicava a parcialidade do ex-juiz, a partir de mensagens da Vaza-Jato. Livrou também a própria operação de responder pelos constrangedores registros obtidos pelos hackers. Tudo ficou pendurado na discussão sobre se Curitiba poderia ter investigado crimes atribuídos ao presidente em São Paulo.

Nos bastidores do STF, a decisão de Fachin agradou uma ala de ministros que deseja um desfecho intermediário para a Lava-Jato. Anular condenações nos casos mais graves revelados pelas mensagens dos procuradores, mas preservar a operação de maneira geral. Nessa linha Fachin teria no momento a maioria de ministros para manter sua canetada monocrática redentora para Lula.

Ao adotar essa decisão, Fachin mandou ao arquivo os outros recursos apresentados por Lula, já que o objetivo maior do petista, ver-se livre das condenações foi atendido. Colegas de Fachin dizem que o movimento do ministro foi premeditado para justamente interromper a rota de destruição, para a Lava-Jato, que se formava a partir de Mendes.

Fachin, segundo os ministros ouvidos pelo Radar, teria percebido algum movimento de Mendes no sentido de pautar a suspeição de Moro e, a partir daí, sacado da gaveta a velha discussão sobre jurisdição das investigações para barrar o movimento de Mendes que poderia enterrar todas as investigações conduzidas por Moro — praticamente toda a Lava-Jato.

Na Corte, o duelo que aguarda Fachin e Mendes nesta semana é definido por duas palavras: banho de sangue.

 

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