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sábado, junho 19, 2021
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HCor afasta médico acusado de assédio sexual

O médico cardiologista Nabil Ghorayeb, um dos mais conceituados na medicina esportiva do país, foi afastado nesta terça, 25, pelo Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, após denúncias de assédio sexual feitas por três pacientes ao Ministério Público Estadual e que estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

Ghorayeb é professor de pós-graduação em cardiologia do Instituto Dante Pazzanese, da Faculdade de Medicina da USP, e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, colunista do site Globo Esporte e autor de quatro livros de medicina, tendo inclusive ganhado o Prêmio Jabuti de literatura, o mais importante do país, em 2000 na área de ciência e saúde.

“O HCor e o médico Nabil Ghorayeb definiram, de forma conjunta, formalizar o seu afastamento temporário das atividades no hospital até a apuração dos fatos. Conforme noticiado, as denúncias — que não ocorreram nas dependências do HCor — já estão sendo devidamente apuradas pelas autoridades competentes. Não há na Ouvidoria do hospital manifestações, referentes a assédio, praticados pelo médico na instituição”, informa a nota do Hospital do Coração.

No mesmo documento, o HCor diz que “repudia veementemente qualquer tipo de conduta ilícita e não tolera comportamentos abusivos ou antiéticos, nos termos dos Códigos de Ética profissionais e da Legislação vigente em nosso país”. O hospital diz, ainda, que tem ainda um “canal de denúncias aberto para público interno e externo, cuja gestão é realizada por instituição terceira e independente”.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, o caso é investigado por meio de um inquérito policial pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM,) como crime de importunação sexual. “As partes foram ouvidas, e a autoridade policial aguarda o resultado de um exame pericial, que está em andamento. A investigação prossegue em sigilo”, informou em nota.

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Procuradas pela reportagem de VEJA, a delegada que Jacqueline Valadares da Silva e o promotor Tomás Busnardo Ramadan, que investigam o caso, não quiseram falar. Nabil Ghorayeb negou as acusações e se disse vítima de “perseguição”.

Defesa

Em nota enviada a VEJA, Nabil Ghorayeb diz que “são inverídicas, infundadas e descabidas as acusações a ele atribuídas” e que “não consegue entender a motivação de acusações caluniosas e difamatórias, sem apresentar nenhuma prova”.

Afirma, ainda, que tem “mais de 50 anos dedicados à medicina, cujo resultado é o respeito dos seus pacientes, dos seus pares e a conquista de uma reputação ilibada”. Declara, ainda, que nunca houve na sua trajetória situação semelhante na atividade profissional ou na vida pessoal”.

Por fim, o médico anuncia “que medidas judiciais serão adotadas contra irresponsáveis declarações”.

 

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