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sábado, março 6, 2021
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Mais reconhecimento para os indígenas guardiões da floresta

Lideranças indígenas defendem que o trabalho dos Guardiões da Floresta e dos Brigadistas Indígenas sejam não apenas reconhecido para que recebam compensação financeira por serviços ambientais prestados, mas principalmente pela importância para a sociedade brasileira. Edilena Krikati, líder indígena, disse que, em Roraima, existem mais de 30 grupos como esses, em que integrantes de tribos se organizam para atuar como defensores florestais. Eles fazem a proteção, denunciam madeireiros e invasores, e os brigadistas atuam combatendo focos de incêndio.

As declarações foram dadas durante a encontro online “Indígenas Guardiões da Floresta: Caminhos e Possibilidades”, organizada pela Survival Brasil, movimento que reúne defensores no mundo todo de povos originários.

No Maranhão, explicou o cacique Antonio Wilson Guajajara, os chamados “Guardiões da Floresta” têm tido uma atuação importante diante da ausência do setor público federal nessa proteção. “É o trabalho mais importante dos nossos irmãos”, define o líder dos Guajajara das aldeias Maçaranduba, Santa Rita, Canaã, Nova Vida e Caru II.

Hoje, toda a agenda indígena é um assunto estratégico porque está ligada à questão sanitária, ambiental, democrática e de relações internacionais. Do ponto de vista sanitário, eles são os mais afetados, sendo necessário intensificar a proteção. No ambiental, são parte fundamental do esforço de preservação. Por isso, viraram alvo de um governo que não tem compromisso ambiental. Já no caso das relações internacionais acontece porque a pauta do presidente dos EUA, Joe Biden, é intensa no que diz respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos.

Ou seja, a causa indígena, por todos os motivos, está no centro da grande discussão nacional e sobre o futuro. E que futuro é esse? É o futuro no qual os guardiões e os brigadistas indígenas dialogam e são respeitados pelo trabalho que fazem. Democracia é respeito à Constituição e diálogo com todos, incluindo os povos indígenas, mas o atual governo não tenta fazer, mantendo distância desde o dia 1º de janeiro de 2019.

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