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quinta-feira, março 4, 2021
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Novo promotor assume grupo que investiga caso Marielle no MP do Rio

O caso dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes terão um novo condutor: o promotor de Justiça Bruno Corrêa Gangoni assume o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro. A ele competirá a tarefa de coordenar a descoberta dos mandantes do duplo homicídio ocorrido em 14 de março de 2018. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do MP do Rio na última segunda-feira, 18.

Ele substitui a promotora Simone Sibilio, que sairá do Gaeco e retornará ao 2º Tribunal do Júri. Ela conduziu o caso por dois anos e três meses juntamente à promotora Letícia Emile, que também vai deixar o Gaeco.

Gangoni, por sua vez, trabalha no grupo especializado desde 2018. Ele é titular da Promotoria de Justiça no Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Especial Adjunto Criminal de Belford Roxo, na região metropolitana do Rio, e está no MP do Rio desde 2003. Também já integrou o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), entre 2017 e 2020.

Bruno Gangoni posa para foto enquanto ainda atuava no Gaesp; ele vai chefiar o GaecoMP-RJ/Divulgação

“Atuou também no Centro Integrado de Apuração Criminal (CIAC/MPRJ), entre 2007 e 2009, ocasião em que contribuiu para acelerar a conclusão de cerca de 100 mil inquéritos policiais em trâmite nas Delegacias de Acervo Cartorário”, disse o MP-RJ em nota.

O Gaeco, no entanto, deve ter a equipe reduzida – hoje, o grupo atua com 28 promotores em sua equipe. Outros dois membros do Gaeco já foram confirmados para a gestão de Gangoni: Marcelo Winter Gomes e Michel Queiroz Zoucas, que já atuavam no núcleo.

Simone Sibilio e Leticia Emile faziam parte do núcleo duro das investigações do caso Marielle e Anderson. Elas entraram em setembro de 2018 na condução das investigações. Foi sob suas tutelas que as investigações prenderam, em 12 de março de 2019, o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, réus apontados, respectivamente, como o atirador e o motorista do Cobalt clonado que emboscou a vereadora e seu motorista em março de 2018. Eles estão presos em penitenciárias federais e vão a júri popular, ainda sem data marcada.

Com a posse do novo procurador-geral Luciano Mattos, o MP do Rio está reestruturando os núcleos de atuação. Uma Comissão Provisória de Trabalho foi montada com esse intuito.

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