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sexta-feira, março 5, 2021
Início Política Bolsonaristas atacam Doria por vacina: ‘autopromoção’ e ‘tirania global’

Bolsonaristas atacam Doria por vacina: ‘autopromoção’ e ‘tirania global’

Apoiadores radicais de Jair Bolsonaro, o assessor especial do presidente para assuntos internacionais, Filipe Martins, e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), são alguns dos bolsonaristas que foram às redes sociais para criticar o anúncio feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de que o estado planeja começar a vacinação contra a Covid-19, em 25 de janeiro, com a vacina chinesa CoronaVac.

Zambelli questiona o dia escolhido, quando se comemora o aniversário da cidade de São Paulo. “Ditadoria parece estar disposto a colocar a população em risco, ou é só impressão? Isso é vacinação ou autopromoção governador?”, questiona a parlamentar, uma das integrantes da tropa de choque bolsonarista no Congresso.

Já Martins lembrou a Revolução Constitucionalista de 1932, quando os paulistas se insurgiram contra o governo de Getúlio Vargas, para criticar o tucano. “Agora, em 2020, Dória está envergonhando os paulistas ao colocar SP nas fileiras da tirania global contra a luta do governo federal por mais liberdade. É a Revolução Constitucionalista ao contrário”, postou.

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Um dos principais opositores a Doria na Assembleia Legislativa de SP, o deputado estadual Douglas Garcia (PTB), anunciou que enviará ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pedindo que ele não autorize a oferta do imunizante. “Quem autoriza a distribuição da vacina não é a Anvisa, pois a Anvisa me respondeu em documento oficial que é o Pazuello (…) Hoje mesmo oficiarei o Ministério da Saúde pedindo para que não faça isso pelas razões que já expus, publicou.

A liberação do fármaco desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac Life Science em parceria com o Instituto Butantan para aplicação a partir de 25 de janeiro — ou qualquer outra — depende da autorização do medicamento pela Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa).

No chamado Plano Estadual de Imunização divulgado nesta segunda-feira, 7,  os primeiros a receberem as doses serão os profissionais de saúde na linha de frente e idosos acima de 60 anos — grupo etário mais significativo em mortes causadas pelo vírus. Populações indígenas e quilombolas também estão no grupo prioritário.

O governo afirmou que também disponibilizará 4 milhões de doses a outros estados que solicitarem o imunizante. O processo se dará igualmente a partir do dia 25. A prioridade para esses locais, disse Doria, são os profissionais de saúde.

O governo paulista anunciou que fará dois pedidos de liberação da CoronaVac à Anvisa: um pedido de registro comum e outro de autorização emergencial, estabelecido pela agência recentemente. “Esperamos que haja rapidez na avaliação. Nós daremos todos os elementos para a nossa Anvisa para ela se pronunciar o mais rapidamente possível”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

O protocolo de autorização emergencial prevê vacinação de um grupo prioritário, de forma gratuita, com rígido controle da agência que poderá suspender o aval a qualquer tempo, obrigando o laboratório a recolher as doses de imediato, caso ocorra qualquer episódio grave.

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