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quarta-feira, março 3, 2021
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Recife: PT anuncia oposição a Campos e avalia se sai do governo Câmara

A campanha agressiva em Recife entre os primos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) deixou feridas abertas difíceis de cicatrizar. E o mal-estar não se restringiu apenas ao núcleo familiar, mas à parceria histórica entre PT e PSB em Pernambuco. Enquanto o vitorioso Campos anunciou como promessa de campanha não compor o governo com nenhum petista, a derrotada Marília disse ter sido vítima de uma série de fake news e defendeu que a sigla deve ser “oposição” ao prefeito eleito.

A VEJA, o vice-presidente da executiva nacional do PT, deputado José Guimarães, disse que a campanha difamatória do PSB contra Marília “beirou o fascismo”. “Foi inaceitável em todos os aspectos. Nem a oposição fez isso com a gente”, disse ele, em referência às peças que diziam que Marília era contra Bíblia e a favor da ideologia de gênero nas escolas.

Na reta final da disputa, Campos explorou ainda o antipetismo para superar a adversária. A propaganda na TV dizia que o PT nacional iria voltar e mandar em Recife. “José Dirceu, Gleisi Hoffmann, Mercadante”. Eles querem voltar”. No último debate, ele também afirmou que não dá para contar nos dedos das mãos os petistas presos em casos de corrupção, e a militância do PSB saiu às ruas com camisetas com a frase “PT nunca mais”.

O grande dilema é que o PT ainda faz parte do governo Paulo Câmara (PSB) na Secretaria de Desenvolvimento Agrário, cujo titular é Dilson Peixoto, que foi secretario de assuntos institucionais da sigla e coordenador executivo do senador Humberto Costa (PT).  A estratégia do PSB era manter os petistas no governo justamente para dizer que nem a sigla queria a candidatura de Marília. Mas a cruzada antipetista de Campos acabou levando a direção do PT a se unir em prol da candidata.

O governador de Pernambuco tentou colocar panos quentes na briga e disse que não tomaria nenhuma decisão precipitada de exonerar os petistas da sua administração. Marília, no entanto, foi mais explícita ao falar sobre o rompimento. “Não podemos nos articular com um grupo que não somente faz tão mal na gestão, mas trata a política da forma que tratou agora”. Reuniões foram marcadas nesta semana para resolver o impasse, mas o rompimento definitivo é considerado praticamente inevitável.

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