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Advogados no Brasil > Blog > Justiça > Justiça e Memória: Palestra do TJSE destaca a Mulher Quilombola na Consciência Negra
Justiça

Justiça e Memória: Palestra do TJSE destaca a Mulher Quilombola na Consciência Negra

Liam Smith
Liam Smith
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A promoção de diálogos sobre memória, identidade e justiça ganha força com a iniciativa do Tribunal de Justiça que organizou uma palestra denominada A mulher quilombola: rompendo silenciamentos e invisibilidades. O evento, que integra as ações do Dia da Consciência Negra, oferece à sociedade um espaço para refletir sobre a história, os desafios e a importância da mulher quilombola no contexto brasileiro. A proposta ultrapassa uma simples homenagem: busca dar visibilidade a trajetórias muitas vezes apagadas, mostrando a resistência, a ancestralidade e a luta por reconhecimento.

Ao recuperar documentos históricos de processos envolvendo quilombolas, o arquivo judiciário oferece pistas concretas de injustiças, resistência e sobrevivência. A exposição desses registros possibilita reconstruir narrativas esquecidas e questionar omissões do passado, revelando vozes que resistiram apesar da invisibilidade institucional. Verificar esses documentos é mais do que resgatar dados: é reconstituir vidas, ancestrais e histórias que ajudam a entender o presente. Essa iniciativa coloca o Judiciário como agente de memória e reparação, reafirmando a importância de reconhecer e valorizar a diversidade.

No momento presente, em que desigualdades estruturais ainda marcam a sociedade, reconhecer o protagonismo da mulher quilombola é um gesto de justiça social. A palestra estimula a reflexão sobre como heranças históricas impactam realidades contemporâneas, sobre racismo, invisibilidade e exclusão. Ao dar voz a essas mulheres, o evento reafirma que justiça também passa por reparação simbólica e reconhecimento histórico. Essa visibilidade enriquece o debate social e contribui para a construção de uma narrativa mais plural e inclusiva.

O papel de instituições públicas como tribunais vai além de julgar causas: ao promover essas atividades, ajudam a educar e conscientizar a sociedade sobre direitos humanos, memória e reparação histórica. O envolvimento institucional legitima o tema, dá densidade à discussão e cria um precedente de compromisso com a diversidade e o respeito à história de povos tradicionalmente marginalizados. Isto reforça a função social da Justiça e demonstra que memória e direitos caminham juntos.

Para as comunidades quilombolas, a ação representa um reconhecimento tardio, mas essencial. A possibilidade de expor suas histórias, angústias e lutas em um ambiente formal do Judiciário confere dignidade e visibilidade. Jovens, mulheres, lideranças quilombolas encontram nesse tipo de iniciativa um canal de expressão e afirmação, rompendo séculos de silenciamento. Essa valorização simbólica é um passo importante para reconhecer o valor histórico, cultural e social dessas comunidades no Brasil.

Além disso, a iniciativa pode inspirar novas políticas de preservação da memória e de reparação histórica. Quando o poder público assume a responsabilidade de preservar documentos e promover debates sociais, abre-se a possibilidade de ações concretas que beneficiem descendentes de quilombolas. Isso pode incluir educação, inclusão social, reconhecimento de territórios, valorização cultural e reparações diversas. A palestra não é fim em si mesma, mas um início para transformações possíveis.

A sociedade precisa acompanhar e pressionar para que esse tipo de iniciativa não se limite a uma data comemorativa, mas se torne rotina. A reparação histórica exige consistência, continuidade e comprometimento com justiça racial. Reconhecer os erros do passado, ouvir quem foi excluído, documentar histórias e abrir espaço para representatividade são passos fundamentais para um país mais justo e consciente.

Ao promover o debate sobre a mulher quilombola no âmbito do Judiciário, o Tribunal contribui para uma sociedade que valoriza sua pluralidade, sua história e seus diferentes sujeitos. A memória resgatada tem poder de transformação. E, mais do que celebrar uma data, o gesto aponta para a construção de um futuro em que justiça, memória e dignidade caminhem juntas — dando voz, visibilidade e respeito a quem sempre existiu, mesmo quando o sistema tentou apagar sua história.

Autor: Liam Smith

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