A participação de crianças e adolescentes em vídeos, produções para plataformas digitais e conteúdos publicados nas redes sociais passou a contar com uma referência nacional no Judiciário. A Resolução CNJ nº 687/2026 cria critérios para esse tipo de atividade e institui o Banco Nacional de Alvarás para Atividade Artística de Crianças e Adolescentes (BNAC).
O ato foi identificado em 4 de novembro de 2026 na página de atos e jurisprudência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa coloca no centro da regulamentação as autorizações judiciais relacionadas à participação de menores de idade em atividades artísticas realizadas em ambientes digitais.
O principal efeito institucional anunciado é a criação de uma base nacional voltada aos alvarás. Com o BNAC, o Conselho passa a concentrar informações sobre autorizações judiciais concedidas para atividades artísticas envolvendo crianças e adolescentes, em uma estrutura que alcança diferentes tribunais e formatos de produção.
O que muda para a organização das autorizações
Antes da resolução, os pedidos relacionados à participação de menores em atividades artísticas precisavam ser tratados no âmbito dos órgãos judiciais competentes. A nova norma apresenta uma organização nacional para esse fluxo, sem retirar do Judiciário a função de analisar as autorizações previstas para cada situação.
Na prática institucional, o banco criado pelo CNJ funciona como um instrumento de registro e acompanhamento dos alvarás. A medida pode facilitar a identificação das autorizações emitidas e oferecer uma visão mais organizada das decisões judiciais que permitem a participação de crianças e adolescentes em produções artísticas.
O alcance da resolução está relacionado à transformação dos meios de produção e divulgação de conteúdo. Além de formatos tradicionais, crianças e adolescentes podem aparecer em vídeos distribuídos por plataformas digitais, redes sociais e outros canais de publicação. O texto do CNJ, ao tratar expressamente desse ambiente, conecta a atuação da Justiça a uma realidade tecnológica que amplia a circulação das produções.
Proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital
A regulamentação também tem relevância para famílias, produtores e empresas que trabalham com conteúdos digitais. A presença de menores nessas produções envolve uma autorização judicial e não apenas um acordo entre os responsáveis e quem produz ou divulga o material. Por isso, a existência de critérios nacionais ajuda a delimitar o papel do Judiciário nesse tipo de atividade.
O BNAC concentra a atenção na formalização dos alvarás, mas sua importância está ligada a uma questão mais ampla: a necessidade de registrar de maneira organizada as participações artísticas de crianças e adolescentes. Em conteúdos digitais, uma produção pode alcançar públicos numerosos e circular em diferentes espaços, o que torna relevante a existência de informações judiciais estruturadas sobre as autorizações.
A resolução não trata apenas de um procedimento interno dos tribunais. Ao criar uma base nacional, o CNJ sinaliza uma preocupação com a uniformidade das informações e com a capacidade de acompanhamento das autorizações relacionadas a menores. Esse aspecto interessa diretamente ao funcionamento da Justiça e à proteção do público infantojuvenil em atividades artísticas.
Impacto para produtores e responsáveis
Para quem participa da produção de vídeos e outros conteúdos digitais, a norma reforça que a presença de crianças e adolescentes deve ser considerada dentro de um marco judicial específico. Responsáveis legais e produtores passam a lidar com uma regulamentação que organiza nacionalmente os alvarás voltados às atividades artísticas de menores.
O alcance da medida, contudo, deve ser compreendido a partir do texto integral da resolução e dos procedimentos que serão aplicados pelos tribunais. A página consultada do CNJ confirma a existência da Resolução nº 687/2026 e sua finalidade geral, mas não disponibiliza, no resultado acessível, todos os dispositivos sobre prazos, requisitos e responsabilidades.
Mesmo com esse limite de detalhamento, a criação do BNAC representa uma mudança relevante na forma como o Judiciário estrutura informações sobre autorizações artísticas envolvendo crianças e adolescentes. A iniciativa reúne em escala nacional um tema que ganhou novas dimensões com a expansão das plataformas digitais e das redes sociais.
O CNJ aparece, assim, como o órgão responsável por estabelecer a diretriz nacional para o registro dos alvarás. A Resolução nº 687/2026 vincula a atividade artística de menores à atuação organizada da Justiça e cria uma referência institucional para acompanhar autorizações relacionadas a conteúdos digitais.

